Automedicação, Conhecimento, Crenças e Atitudes sobre Antibioterapia em Patologia Respiratória Aguda na População Pediátrica: Estudo Multicêntrico

Conteúdo do artigo principal

Marisa Sousa - Autor Correspondente

Marisa Sousa [marisa.l.sousa@ulsetejo.mim-saude.pt]
Unidade Local de Saúde Estuário do Tejo, Unidade de Saúde Familiar Samora Correia, Samora Correia, Portugal
Praceta Padre Camilo, nº 3 - 2135-089 Samora Correia, Portugal

Mariana Assis Rocha
Luís Paulino
Telma Ferreira
Felícia Volosciuc
Rodrigo Raposo dos Santos
Rita Rodrigues
Mariana Santos
Mafalda Silva
Sara Cândido
Lúcia Gonçalves
Teresa Cardoso
Mariana Couto Domingues
Carolina Restrepo
Cláudia Mourato Silva
Catarina Ferreira
José Rosário
M. Inês M. Marques
Ana Videira
Raquel Andrade
Ana Raquel Calçada Ferreira
António Hermenegildo
Inês Teixeira
Natalia Kotovska
Ana Matos Coronha
Mariana Anete Mira
Ana Sofia Pena
Virgínia Carreiras

Assistente Graduado de MGF

Maria Fátima Santos
Hugo Bento de Sousa

Resumo

Introdução: Os antibióticos são amplamente utilizados na patologia respiratória pediátrica, apesar da maioria ter etiologia viral. A automedicação em crianças, por parte dos pais, é também comum. Este estudo visou analisar o conhecimento, crenças e atitudes de pais de crianças menores de 12 anos sobre antibioterapia e a prática da automedicação.
Metodologia: Trata-se de um estudo multicêntrico observacional, descritivo e transversal, com inquéritos aplicados a pais em consultas de saúde infantil. Os critérios de inclusão foram idade ? 18 anos, compreensão da língua portuguesa e ausência de deficiência cognitiva. Foram excluídos os que não assinaram consentimento formado e a quem nunca tinha sido prescrito antibiótico à criança. Análise descritiva e inferência estatística efetuadas para um nível de significância de 0,05.
Resultados: Foram analisados 447 inquéritos. A automedicação foi praticada por 56% dos inquiridos, principalmente por já terem o medicamento em casa (62%) e considerarem o problema de saúde simples ou igual à doença anterior (76%). A informação sobre a medicação foi dada pelo médico ou farmacêutico, com o paracetamol e o ibuprofeno a serem os mais utilizados. O cumprimento das recomendações para antibióticos foi quase total (~100%). Apenas 3% administraram antibiótico sem prescrição. Indivíduos com maior escolaridade e profissões diferenciadas demonstraram maior conhecimento e atitudes adequadas relativamente à antibioterapia (Kruskal-Wallis, p <0,05).
Conclusão: A automedicação foi motivada pelo conhecimento prévio e facilidade de acesso a medicamentos, sendo a adesão às recomendações independente dos fatores sociodemográficos. Indivíduos mais diferenciados apresentaram atitudes mais consistentes, destacando a importância de campanhas de educação em saúde.

Palavras-chave: Antibacterianos/uso terapêutico; Automedicação; Conhecimentos, Atitudes e Prática em Saúde; Educação em Saúde; Infeções Respiratórias/tratamento farmacológico; Pais

Detalhes do artigo

1.
Sousa M, Assis Rocha M, Paulino L, Ferreira T, Volosciuc F, Raposo dos Santos R, et al. Automedicação, Conhecimento, Crenças e Atitudes sobre Antibioterapia em Patologia Respiratória Aguda na População Pediátrica: Estudo Multicêntrico. Gaz Med [Internet]. 30 de Setembro de 2025 [citado 10 de Junho de 2026];12(3):162-83. Disponível em: https://gazetamedica.tratadoclinicapediatrica.pt/index.php/gazeta/article/view/982
Secção
ARTIGO ORIGINAL